

Pérola nasceu cega e foi abandonada pela família na porta da casa de Narcisa, conhecida como feiticeira do rio. A jovem, então, irá aprender a magia de enxergar usando todos os outros sentidos.
Um conto com o bardo Taliesin em meio à cristianização da Irlanda.
Em tempos de pandemia, quarentena e isolamento compulsório, os mais afetados são os idosos, obrigados a ficarem confinados para sua segurança e sobrevivência. Todos os dias dezenas de vídeos gravados por filhos, netos e parentes mostram homens e mulheres idosos e suas tentativas de fuga da “prisão domiciliar”, seja superando barreiras físicas, como muros e portões; seja por meio de chantagens emocionais e sentimento de culpa. Nesse contexto, conhecemos uma avó de 90 anos, que escapa do controle e isolamento, e sua neta, que é chamada pela tia, com indícios de Alzheimer, para encontrá-la. Duas pessoas de gerações diferentes, então, irão trocar palavras e sentimentos diante, o que pode expor suas almas. A compreensão do tenso momento vivido é percebida de maneiras diversas, assim como lembranças e memórias que giram entre as duas mulheres; avó e neta. Através de um diálogo emocionante e divertido, as personagens falam de árvores, aves e pães, uma trazendo à tona suas experiências de vida, sem qualquer tipo de sentido oculto detrás das palavras, e a outra tentando compreender aquele universo, fazendo a leitura dele através de metáforas e de lições para a própria vida. A narrativa de uma avó acaba por conectar a alma de sua neta a um movimento simples, como o sovar de um pão.

